Poucas vezes na vida eu senti necessidade de escrever alguma coisa. E publicar.
A última vez foi no fim do meu namorado, na verdade foi depois do fim. Demorou uns bons seis meses até a ficha realmente cair. Tinham dois blogs: um livejournal e esse aqui. O livejournal foi o primeiro, postei nos primeiros dias lá. Era raiva pura. Esse veio depois e ficou mais angustiado, foi quando veio a parte depressiva da história, que durou pelo menos um ano.
A grande tristeza da vida é minha avó. No dia 24/04 ela teve um AVC. Hoje, ela teve alta e vem morar com a gente.
"Ué, mas ela tá bem???"
É complicado responder isso. Ela tá lúcida, mas inutilizada. Ontem, no sábado, que ela conseguiu ficar sentada, mas mesmo sentada alguém tinha que segurar a cabeça dela. A parte esquerda do corpo tá completamente parada.
Eu não sei se sou a pessimista ou a única lúcida, mas eu não consigo pensar que minha vó "tá bem". A vida dela nunca foi fácil e não é como se minha família soubesse lidar com a situação.
Ela não consegue beber água sozinha. Nem comer. Vai ter que usar fralda um bom tempo. O médico disse que lesão foi "extensa". Ela tá "lúcida", mas com algumas horas de conversa, dá pra perceber que ela tá confusa e não entendeu a gravidade das coisas.
E eu tenho medo.
Medo da vida. Do que vai ser daqui pra frente. Eu tenho 22 anos, mil coisas pra fazer e uma pessoa doente dentro da minha casa. E provavelmente o infernal do meu avô junto.
Hoje minha mãe ia trabalhar, porque há duas semanas ela não faz nada. Ia arrumar as aulas e as provas. E daí deram alta pra minha avó. Os sem noção da família comemoram, eu penso como, num domingo, minha mãe vai conseguir fazer alguma coisa.
Chega de post de introdução. Agora são 10:38h e eu tenho que arrumar a casa e descobrir onde tá a caixa de ferramentas, meu primo vem desmontar uma cama e vamos preparar o quarto dela.
domingo, 2 de junho de 2013
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